.:: Quem Somos? ::.

O Dojo Filipa de Vilhena nasceu em Dezembro de 1981, o que faz deste local de treino um dos mais antigos a nível nacional, no âmbito do karaté.

Conta com uma equipa de atletas medalhada e reconhecida a nível nacional, que auxilia no ensino e na integração dos mais novos.

Orgulhamo-nos de ser mais do que uma equipa, de ser uma família, cheia de espírito, e cheia de garra que olha e abraça o karaté mais tradicional.

Vem fazer parte!

Muda o campeão, mas o título fica no dojo

No passado dia 12 realizou-se em Lisboa mais um campeonato nacional de Iri-kumi.
Foram participar Bruno Ferreira e Pedro Correia, na categoria séniores masculinos -75kg, e Marta Leal, na categoria séniores femininos - open.

A final dos séniores masculinos foi disputada pelos dois atletas do dojo, tendo Bruno Ferreira arrecadado, pela primeira vez o título de campeão nacional. Pedro Correia levou, desta vez, o título de vice-campeão.

[Bruno Ferreira, campeão nacional da categoria de séniores masculinos -75kg.]


Mais um ouro para o Dojo Filipa de Vilhena, que acumula motivos de orgulho.

[Da esquerda para a direita, Pedro Correia, Manuel Sousa, árbitro desta competição e atleta no dojo, Marta Leal e Bruno Ferreira.]

A final, entre Bruno Ferreira, e Pedro Correia do Dojo Filipa de Vilhena.

Venham treinar ao Dojo Filipa Vilhena



Agora na Rua da Aliança, 92

Segundas, Quartas e Sextas, das 19h às 20h.
Bem-vindo ao site do dojo Filipa de Vilhena

Destaques:

Irikumi 2009:

Filipa de Vilhena traz ouro no Irikumi 2009

Realizou-se o Campeonato Nacional de Irikumi Ju no passado dia 18 de Abril, no Pavilhão de Ardegães, Maia. Mais uma vez o Dojo Filipa de Vilhena esteve presente, desta vez com cinco atletas. 

O saldo foi positivo, considerado, por Miguel Osório Instrutor Técnico do Dojo como "prova da qualidade dos treinos que se levam a cabo na Filipa". 

[da esquerda para a direita: Marta Leal, Bruno Ferreira, Miguel Osório, Manuel Sousa, Pedro Correia e Pedro Santos]


O Dojo arrecadou o 1º e o 3º lugar em séniores -75kg com Pedro Correia e Bruno Ferreira, respectivamente; o 3º lugar em séniores +75kg com Manuel Sousa; e o 3º lugar em séniores Femininos Open com Marta Leal. 




Para o ano há mais.






sensei Jorge Monteiro

Jorge Monteiro nasceu a 17 de Setembro de 1961 na cidade de Gaia.
Em 1974 começou a treinar Karate Shotokai num clube de escuteiros passando a treinar Shotokan em Setembro de 1976.
Em 1977 conheceu o Sensei Morio Higaonna, num estágio na cidade do Porto, a partir do qual começou a praticar Goju-Ryu. Foi também neste estágio que obteve o 1º lugar em Kumite e Kata no primeiro campeonato de Goju-Ryu em Portugal.

Em 1979 participou no primeiro Gasshuku internacional de Goju-Ryu, em Inglaterra, durante o qual foi fundada a I.O.G.K.F. (International Okinawa Goju-Ryu Karate-Do Federation).
Em 1980 é graduado 1º Dan pelo Sensei Morio Higaonna, durante um estágio europeu, em Espanha. Em 1984 foi seleccionado pela Federação Nacional de Karate e participou no 19º campeonato da Europa da WUKO (World Union Karate-Do Organisation) em França.
Em 1987 é diplomado Instrutor de 2º Grau pela Comissão Directiva de Artes Marciais.
Em 1988 é escolhido para Instrutor Chefe de Portugal pelo Sensei Morio Higaonna.
Em 2000 é graduado 6º Dan, pelo Sensei Morio Higaonna, em Portugal e nomeado membro do Shikoin Kai, Comité Executivo da IOGKF, na Suécia.

Em 2004 é lhe atribuido o título de Shihan pelo Sensei Morio Higaonna.
Em 2006 é graduado 7º Dan, pelo Sensei Morio higaonna, em Okinawa, Japão. Arbitrou diversas vezes nos campeonatos nacionais da F.P.K.D.A. (Federação Portuguesa de Karate e Disciplinas Associadas), F.N.K.-P. (Federação Nacional de Karate - Portugal) e em campeonatos mundiais da I.O.G.K.F.


[informação retirada do site da A.P.O.G.K.]

o nome Goju-Ryu

O nome Goju Ryu surgiu mais por acaso do que de uma forma deliberada. Em 1930 um dos melhores alunos de Chojun Miyagi de seu nome Jin`na Shinzato encontrava-se numa convenção de artes marciais em Tóquio, quando foi interpelado por vários outros mestres de artes marciais, os quais queriam saber qual era o estilo e a escola de artes marciais a que ele pertencia. Uma vez que o Naha-Te não tinha nome formal ele não podia responder a esta pergunta, mas contudo sentindo que a sua arte marcial iria ser vista de forma negativa e rebaixada a um estatuto amador, rapidamente escolheu o nome de Hankry Ryu, que significava o Estilo do Meio Duro.

No seu regresso a Okinawa informou o seu mestre, Chojun Miyagi, deste incidente, tendo este último gostado da ideia de Shinzato, mas levando contudo esta sua ideia um pouco mais avante após exame minucioso chamando-lhe Goju Ryu (Estilo que mistura formas "rígidas, duras" (Go) com formas "suaves" (Ju).
Este exame minucioso e respectivo nome surgiu de um trecho do Bubishi (Um texto clássico Chinês de artes marciais). Este trecho que aparece em forma de poema descreve os Oito Preceitos das Artes Marciais, e lê-se “Ho Goju Donto”, que significa “O modo de inalar e exalar é dureza e suavidade”.
Todo o poema diz o seguinte:

  •  A mente está em uníssono com o céu e a terra;
  • O ritmo circulatório do corpo é semelhante ao ciclo do sol e da lua;
  • O modo de inalar e exalar é dureza e suavidade;
  • Age de acordo com o tempo e a mudança;
  • As técnicas iram surgir na abstenção de pensamentos conscientes;
  • Os pés devem avançar e recuar, separar-se e unir-se;
  • Aos olhos não lhes escapa o mínimo movimento;
  • Os ouvidos escutam bem em todas as direcções.

Em 1933, o Karate, foi registado como arte marcial no Butokukai, Centro de Artes Marciais no Japão. Marco importantíssimo na história do Karate, pois passou a ser reconhecido a um nível superior, sendo altamente respeitado como as outras artes marciais japonesas de então.

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::Sensei Kanryo Higaonna::

::Sensei Chojun Miyagi::

::Sensei Anichi Miyagi::

::Sensei Morio Higaonna::

::Sensei Jorge Monteiro::

Fim do treino

Graduado
Shugo :: Alinhar
Ki o Tsuke :: Atenção
Seiza :: Ajoelhar
Mokuso :: Meditação
Mokuso Yame :: Final de meditação
Dojo/Kun :: Noções do treino. Primeiro dito pelo aluno mais
graduado, repetido em seguida por toda a classe.
Shomen ni rei :: Saudar de Frente
Sensei Ni :: Instrutor de face voltada para os alunos
Rei :: Saudar

Toda a classe
Arigato gozaí mashita :: Dito para o Sensei no final da aula [assim como entre os colegas quando acabem os exercícios]

Graduado
Otaga Ni :: Estudantes frente a frente
Rei :: Saudar
Shomen :: Em frente
Kiritsu :: Levantem-se

Início do treino

Graduado
Shugo :: Alinhar
Ki o Tsuke :: Atenção
Seiza :: Ajoelhar/Sentar
Mokuso :: Meditação
Mokuso Yame :: Final de meditação
Shomen ni rei :: Saudar de frente
Sensei Ni :: Instrutor de face voltada para os alunos
Rei :: Saudar

Toda a classe

One Gai shimasu :: “Por Favor? Ensina-me".

[Usualmente dito para o Sensei aquando do início da aula ou entre os colegas quando começam a trabalhar juntos.]

Graduado
Kiritsu :: Levantem-se

O Símbolo



Em japonês o céu e a terra são descritos como KENKON. KEN indica o céu/paraíso e KON indica a Terra. O céu é representado como sendo redondo e a terra como sendo quadrada, simbolizando a vastidão do céu e da terra. O céu representa a suavidade e a terra a dureza.
O emblema representa a harmonia que existe na natureza entre a suavidade e a dureza. GO significa duro e JU significa suave. O significado de GOJU está directamente relacionado ao emblema, pois este também significa duro e suave.

O símbolo dentro do emblema é o brasão da família Miyagi, porque a ideia de céu e terra, duro e suave foi iniciado pelo Sensei Chojun Miyagi (Fundador do Estilo). O nome Goju Ryu foi escolhido após o estudo, do Sensei Miyagi, de um antigo livro sobre as artes marciais chamado de BUBISHI.

sensei Morio Higaonna

O Mestre Morio Higaonna, actualmente 10º dan e Instrutor chefe da IOGKF - Federação Internacional de Okinawa Goju-Ryu Karate-Do, nasceu a 25 de Dezembro de 1938 em Naha, a capital de Okinawa. Ele começou a treinar aos 14 anos, mas só aos 16 anos começou a treinar Goju-Ryu, com o Mestre Anichi Miyagi, o estudante mais erudito e devoto do fundador do Goju Ryu Chojun Miyagi.
Através de longas horas de árduo treino e com enorme dedicação, que é rara inclusive nos maiores mestres, o Mestre Morio Higaonna rapidamente estabeleceu-se como um dos melhores karatecas da ilha. Em 1960, com 22 anos, foi para Tóquio, para estudar comércio na Universidade de Takushoku.


O Mestre Higaonna foi convidado a ensinar no dojo de Yoyogi em Tóquio onde cedo atraiu muitos karatecas dedicados para alunos, chegando em algumas ocasiões a ensinar até mil estudantes por dia.
Vinham de todo o mundo para treinar com o Mestre Higaonna e como resultado foi criada a International Okinawa Goju Ryu Karate Do Federation (IOGKF) em 1979, estando agora sediada em mais de 30 países de todo o mundo.
Treinar tem sido sempre o tema central da vida do Mestre Morio Higaonna. Nunca procurou a notariedade nas artes marciais e a sua reputação é simplesmente o resultado das suas soberbas técnicas, capacidades e o domínio desta arte, o qual só é ultrapassado pela sua genuína modéstia e humildade.

Sensei Anichi Miyagi

O Mestre Anichi Miyagi nasceu a 9 de Fevereiro de 1931 em Naha, capital de Okinawa, começando a praticar Karate juntamente com mais três amigos no Dojo do jardim do fundador do Goju Ryu, Mestre Chojun Miyagi em Tsuboya-Cho (distrito de Naha) em Fevereiro de 1948 com a idade de 17 anos. 
Nesta época, Anichi Miyagi trabalhava na base aérea de Kadena (uma das muitas instalações americanas em Okinawa. Os seus pais tinham falecido e ele tinha a responsabilidade de trabalhar arduamente para conseguir sustentar a sua família após a IIª Guerra Mundial. 


Por esta altura o Mestre Chojun Miyagi começou a leccionar Karate três vezes por semana na Academia de Policia de Naha. Quando terminava as aulas na academia e nos seus dias livres dedicava-se a ensinar em sua casa.
Anichi Miyagi sempre que tinha tempo livre estava sempre na casa do seu Mestre e nestas visitas não se dedicava somente aos treinos de Karate, dedicava-se à limpeza da casa e do jardim do seu mestre bem como de qualquer coisa que este necessitasse. 
Um ano mais tarde os três amigos que com ele haviam começado os treinos de Karate desistiram e assim Anichi continuou sozinho.


A sua dedicação tanto em relação ao seu mestre como a prática do Karate impressionaram de tal maneira o Mestre Chojun Miyagi que este alterou a sua de o ensinar, passando a faze-lo de forma mais detalhada e profunda. O Mestre Chojun Miyagi passava horas a falar com o seu protegido, consolidando esta relação entre ambos de tal forma que Anichi foi considerado seu “uchi deshi”.
Em 1951 entraram novos alunos para treinar no dojo do jardim do Mestre Chojun e quando todas as aulas terminavam e todos tinham ido para casa, os treinos prosseguiam mas agora só com Anichi Miyagi, passando-lhe todo o treino, técnicas mais aprofundadas e significativas do Goju Ryu. Estes treinos não eram só de carácter físico, o seu Mestre falava-lhe de muitos temas tais como história, cultura, sociedade, relações humanas, etc. As Kata e o Bunkai (aplicações das Kata) eram-lhe ensinadas e explicadas com bastante minúcia, dizendo-lhe que nem Jiru (referindo-se ao Mestre Shinzato) tinha recebido explicações tão aprofundadas como as que ele estava a receber, daí que Anichi devesse continuar a praticar estes ensinamentos dia após dia com mais coração.


O Mestre Anichi Miyagi tinha-se tornado o aluno do Mestre Chojun que tinha recebido os ensinamentos de forma mais personalizada, detalhada e cuidada acerca de todas as Kata do Goju Ryu (desde a Gekisai Dai Ichi até a Superinpei).
Antes da IIª Guerra Mundial o Mestre Chojun Miyagi tinha viajado com o intuito de difundir o Karate pelo Japão e pelo resto do mundo, dedicando-se a investigação e ao treino pessoais de maneira a poder desenvolver de futuro o Goju Ryu, porém passada a guerra e durante o período compreendido entre1948 e 1953 permaneceu em Okinawa e mudou de ideias decidindo transmitir os princípios secretos do Goju Ryu (Gokui) para as seguintes gerações.


Assim, Anichi começou a receber todos os conhecimentos que Chojun Miyagi tinha adquirido e acumulado durante todos aqueles anos da sua experiência nas artes marciais e desta forma todas as tardes até a sua morte Chojun dedicava-se a transmitir todos estes conhecimentos para que estes ficassem para a posteridade.
O Mestre Anichi Miyagi vive na actualidade na sua cidade natal e continua a dar aulas de Karate no seu próprio dojo, que se chama simplesmente Goju Ryu, ainda que na realidade tenha só um verdadeiro aluno, ao qual se dedicou a passar todos os conhecimentos correctos do Goju Ryu, este aluno é o Mestre Morio Higaonna.

sensei Chojun Miyagi

O grande mestre Chojun Miyagi nasceu em 25 de Abril se 1888 no seio de uma família Aristocrática detentora de um negócio de importação e exportação e possuindo dois navios que faziam viagens regulares para o território continental Chinês, colocando-a desta forma entre as mais ricas da região.
Em 1902 com 14 anos começou a treinar Karate com Kanryo Higaonna e tal como o seu Mestre demonstrou talento natural e forte determinação, progredindo de forma alucinante na aprendizagem das Artes Marciais. O treino que Higaonna sujeitava os seus alunos era de uma dureza e severidade extrema muito para lá da imaginação de qualquer pessoa, mas esse facto fazia com que Chojun praticasse karate com ainda maior afinco, mais arduamente e com maior entusiasmo do que todos os outros. Como figura destacada do Dojo tornou-se “uchi deshi” de Kanryo Higaonna, estudando e aperfeiçoando a sua técnica com o seu Mestre durante catorze anos até 1915, quando o Mestre Higaonna faleceu.


Como sucessor de Higaonna e do seu legado, o Naha-Te, Chojun Miyagi sublimou-se e aplicou-se até ao seu limite de resistência à arte marcial aprendida, numa tentativa de emular as extraordinárias capacidades do seu falecido Mestre. Com este intuito, nesse mesmo ano de 1915 viajou para Fuzhou na China (tendo sido uma das três viagens que iria realizar a China durante a sua vida) onde Kanryo Higaonna havia estudado artes marciais com vista a poder aprofundar a sua pesquisa e conhecimento das mesmas. 


No regresso da sua viagem a Okinawa começou a ensinar artes marciais em sua casa, vindo mais tarde a leccionar no Centro de Treinos da Policia da Prefeitura de Okinawa, na Universidade para Professores e na Escola Secundária Comercial de Naha (onde o seu Mestre já havia ensinado).
Chojun Miyagi trabalhou arduamente para fomentar o Karate em Okinawa e na principal ilha do arquipélago, o Japão, para que o Naha-Te conseguisse um estatuto semelhante aquele já conseguido pelas altamente respeitadas artes marciais Japonesas da altura que eram o Judo e o Kendo. 
Nesta senda viajou inúmeras vezes para o Japão, onde foi convidado a leccionar Karate na Universidade de Kyoto e na Universidade Ritsumei Kan.

sensei Kanryo Higaonna

O grande Mestre Kanryo Higaonna nasceu a 10 de Março de 1853, em Naha, a capital de Okinawa. O seu pai trabalhou nos navios mercantes entre as pequenas ilhas de Okinawa comerciando bens todos os dias. Desde pequeno que Kanryo Higaonna ajudava o seu pai no trabalho sendo através deste trabalho tão árduo e exigente a nível físico que Kanryo desenvolveu um corpo bastante forte.


Não tinha atingido os seus vinte anos quando o seu pai faleceu repentinamente, então, Kanryo deu um novo rumo à sua vida e decidiu que iria aprender artes marciais, dedicando-se de alma e coração a este propósito, viajando em 1869 até Fuzhou na China.
Uma vez em Fuzhou passou a estudar as artes marciais chinesas debaixo da influência de um excelente mestre chamado Ryu Ryu Ko. Graças a sua força e destreza, bem como a sua aplicação à aprendizagem, rapidamente Kanryo se tornou num “Uchi Deshi” (discípulo particular) deste mestre Chinês.


Durante treze anos submeteu-se a uma severa instrução na China, complementando os seus estudos de artes marciais de mãos vazias com uma capacidade técnica invejável com armas e especializou-se em medicina tradicional chinesa (com base em ervas medicinais). O seu mestre Ryu Ryu Ko tinha-o em tão alta estima, que legitimou publicamente esta mestria de Kanryu nas várias artes – uma honra tida como rara. A destreza e capacidade de Kanryu nas artes marciais eram tais, que repentinamente a sua fama alastrou-se por Fuzhou e regiões limítrofes.


Em 1881 após treze anos de estudo diligente com o seu mestre regressou a Naha, Okinawa, onde as suas artes marciais passaram a ser conhecidas como Naha-Te (também chamada de “Tode” significando artes marciais da China).
Kanryu Higaonna ensinou estas artes marciais às pessoas de Okinawa continuando ao mesmo tempo a sua própria pesquisa e prática. Com o intuito de ensinar os jovens de Okinawa, desenvolveu um método de ensino, o qual foi elaborado especificamente para desenvolver o corpo e a mente com o objectivo de melhorar por igual o bem-estar físico e espiritual.
Inicialmente tida como a arte “secreta” do Naha-Te, esta foi “aberta” à sociedade em geral quando em Outubro de 1905, Kanryu passou a lecciona-la na faculdade.


Kanryu Higaonna foi um Mestre muito duro e exigente, sendo porém no seu dia-a-dia um homem bastante calmo e humilde, conhecido pelo seu carácter virtuoso, pautando-se sempre por ser um homem que não necessitava ou desejava coisas banais ou mundanas, levando uma vida simples e completamente dedicada ao estudo e prática das artes marciais.
Toda a sua vida foi dedicada ao Karate. Kanryu Higaonna faleceu em Dezembro de 1915com a idade de sessenta e três anos.
As inigualáveis capacidades nas artes marciais de Kanryu Higaonna só são igualadas pelo seu enorme e distinto trabalho de trazer as “formas” (Katas) das artes marciais chinesas directamente da China para Okinawa divulgando-as pelos seus habitantes.
Kanryu Higaonna é hoje em dia intitulado de “Kensei (punhos sagrados) Higaonna”que lhe assenta como uma luva, uma vez que o seu nome é sinonimo das ates marciais de Okinawa e do Naha-Tee o seu espírito está destinado a viver para sempre como um grande e valioso tesouro da cultura local.



Chojun Miyagi, Fundador do Goju Ryu e sucessor de Kanryo Higaonna disse, acerca deste, o seguinte: “O meu mestre possuía uma força incrível e a severidade dos treinos que ele suportou na China vai para lá da compreensão …a sua velocidade e potência eram realmente de um super-homem, os seus pés e mãos moviam-se mas rápidos que relâmpagos”.